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Odontologia reduz tempo de internação, taxas de infecção e gastos hospitalares

14 de Dezembro de 2017

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A obrigatoriedade da assistência odontológica a pacientes internados em hospitais públicos e privados, proposta pelo Projeto de Lei da Câmara (PLC) 34/2013 e aprovada na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado Federal em maio desse ano, vem sendo alvo de inúmeros debates.

Alguns deles vem apontando, equivocadamente, que tal proposta aumentaria os custos dos hospitais. Diversos estudos já comprovaram a redução na incidência de infecção hospitalar e a melhora dos pacientes de UTI. “A inserção da Odontologia Hospitalar nas equipes multidisciplinares é irreversível“, aponta a diretora do CEMOI, Claudia Baiseredo.

Pesquisadores internacionais comprovam os benefícios ao paciente

Em uma destas pesquisas, realizada nos Estados Unidos e que pode ser acessada no link http://bit.ly/2bE81YR, a redução de pneumonias associadas à ventilação mecânicachegou a 46%.

O Hospital Albert Einstein fez um trabalho que demonstrou que a inclusão do cirurgião-dentista na equipe multiprofissional do transplante de medula óssea sendo capaz de diminuir por volta de 5 dias o tempo de internação. Reduziu em 50% a necessidade de morfina para controle da dor e apresentou duas vezes menos necessidade de alimentação parenteral. Diminui o risco de mucosite oral em até 13 vezes, uma complicação comum do tratamento oncológico.

A inserção da Odontologia nas unidades de tratamento intensivo é necessária. São inúmeros os benefícios como:

  1. redução de tempo de internação
  2. diminuição do gasto com antibióticos de alto custo e prescrição de medicamentos
  3. diagnóstico precoce de doenças graves
  4. queda na indicação de nutrição parenteral com o paciente
  5. melhora da qualidade de vida do paciente e redução dos custos de internação

 

Segundo o Manual de Odontologia Hospitalar, publicado pela Secretaria do Estado da Saúde do Estado de São Paulo, define. “Odontologia Hospitalar como um conjunto de ações preventivas, diagnósticas, terapêuticas e paliativas em saúde bucal, realizadas em ambiente hospitalar que funcionam em conjunto com uma equipe multidisciplinar.”

Hospitais que aderiram o serviço

Inserir um novo serviço em um hospital não é uma tarefa fácil. Existem outros fatores, não só, os benefícios diretos, aqueles que levam a melhoria do paciente, mas também os custos de implementação do serviço. São fatores que o gestor hospitalar leva em conta para finalizar a contratação de uma nova equipe.

Iremos aprofundar o assunto em outro post, mas, em pesquisa relacionada a esse tipo de serviço nos hospitais de 2012 até 2017, as contratações aumentou significativamente.

Só no Distrito Federal, observamos um número expressivo de hospitais privados que dispõe do serviço. Em 2012, possuímos apenas o Hospital Daher-Lago Sul, em 2017, 65% possuem em seu quadro clínico cirurgiões-dentistas habilitados.

Esse percentual, aumentou ainda mais quando a Lei Distrital foi aprovada em 2016. Tornou-se obrigatória a presença do cirurgiã-dentista em toda a rede do SUS no âmbito do Distrito Federal.

A estimativa é que nos próximos 5 anos o número de cirurgiões-dentistas inseridos em equipes multiprofissionais em hospitais seja quase o dobro do que encontramos hoje.

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